Seja bem-vindo ao portal Holokinesis! Sinta-se à vontade para explorar cada parte de nosso site!

 

Lançamento do Portal!

É com grande felicidade que fazemos disponível o portal Holokinesis, uma iniciativa pioneira no país!

HolokinesisPretendemos que o novo site seja um ponto de convergência de criadores brasileiros que estejam interessados em trabalhar e pensar a integração das artes. Em nosso portal, você não só encontrará informações sobre as nossas atividades e os nossos artistas, como também informações sobre novas visões e tecnologias desenvolvidas mundo afora.

Não deixe de visitar nossa seção Laboratório, onde publicamos histórias e artigos sobre as novas possibilidades artísticas. Procuramos balancear as informações de acordo com as duas etapas da criação artística: de um lado, o planejamento, a ideia, o objetivo estético; do outro, as tecnologias e materiais disponíveis para torná-los reais.

Que se faça aqui um ponto de encontro entre os criadores!

 

Nova Arte

Nova arte. Um grande dilema para os criadores contemporâneos. Como conseguir se comunicar com um público acostumado a ser bombardeado sensorialmente o tempo todo, a vida toda?

Para aqueles que vivem em centros urbanos, talvez o maior estímulo presente seja o sonoro. Do lado mais agressivo, não é incomum ser perturbado nas ruas por lojas que usam sistemas de som para atrair seus possíveis clientes ambiente adentro. Em casa ou fora dela, o trânsito também apresenta uma grande perturbação auditiva, seja pelos ruídos dos motores ou pela crença de que a buzina tem o poder de desmaterializar os carros a frente. Mas não é só as grandes perturbações que estamos acostumados a ignorar: a música que toca no elevador, o telefone tocando, os bips de todos os aparelhos; os exemplos são vários.

No entanto, não é só a overdose sonora que nos bloqueia a percepção. O estímulo visual também não é pequeno, ainda mais hoje, quando é baseado principalmente na alta velocidade da troca de imagens. Algo que a propaganda adora, abusando de todas as cores em todos os mínimos e máximos espaços. São imagens demais e tão rápidas que nós saturam o tempo todo. Essa velocidade visual se deixou perpassar para todo tipo de possibilidade: filmes de ação, por exemplo, têm cada vez mais cortes de cena, chegando a tomadas de menos de um segundo. Assim como fazemos com o som, não administramos todo o campo visual quando saímos à rua: a grande quantidade de lojas, letreiros, outdoors e outros objetos com meta visual nos faz estabelecer uma lista de prioridades no campo de visão, da qual costumamos ignorar os últimos itens.

Sendo esses dois - audição e visão - os sentidos humanos mais buscados por artistas, a pergunta que devemos fazer é: como tornar cada estímulo audiovisual perceptível e conceitualmente relevante para o público?

 

 
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